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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Pausa para Informe

Oi, gente!

Semana passada dei uma entrevista para um jornal de circulação semanal daqui de MG. Posto abaixo a foto da reportagem (não consegui o texto, pois publicaram como imagem). É só clicar na imagem para ela aumentar de tamanho...

Bjim!!!


domingo, 5 de julho de 2009

65- Setembro / 2007



Em Setembro/07, fui à consulta da Dermatologista indicada pelas Enfermeiras do meu Plano de Saúde. Ao ser atendida, expus o caso e ela disse-me que não poderia fazer os testes, pois era um teste específico que ela não fazia uso. Nossa... naquele momento fiquei nervosa e (prá variar)
comecei a chorar.

Como o pessoal do meu plano de saúde me indicavam um profissional para fazer os testes, sendo que esse mesmo profissional não fazia os referidos testes? Estava muito indignada, pois já era final de setembro, a dermatite persistia, não haviam outras bolsas para pegar pelo Estado e os granulomas só pioravam...

13/09/2007

Pedi a ela então que me desse um relatório, para que, pelo menos comprovasse que eu estive lá e que minha consulta foi inútil. E assim ela fez:


“Belo Horizonte, 27/09/07

Atende a Srta. Alessandra...., 38 anos, que se submeteu a colostomia definitiva devido à Doença de Crohn há 18 meses. Vem apresentando quadro de dermatite na área Peri-ostomal relacionando o quadro ao uso de determinada marca de bolsa de colostomia. Apesar de usar pomadas e cremes apropriados para tratar a dermatite Peri-ostomal, não tem sucesso, já que sempre piora quando tem contato com o material da bolsa de colostomia da marca fornecida pelo SUS.

Encaminho paciente para Teste de Contato para comprovar o nexo causal entre a dermatite e o material da bolsa.

Dra. XXXXXXX ”


Sai ligando para vários dermatologistas do meu plano, dessa vez perguntando se faziam o tal teste de contato. Consegui uma que fazia e tinha consulta logo para o início de outubro/07.

Enquanto isso, meu namoro não ia lá muito bem das pernas. Ele, que sempre foi autônomo no que fazia (Designer Gráfico), resolveu ir trabalhar com um amigo, abrindo uma empresa e tendo que cumprir horário. Até aí, vai. O problema é que ele decidiu tudo isso sem me falar nada, só me comunicou quando já estava com a empresa montada, funcionando e sem tempo nem para respirar.

Eu, no meio desse turbilhão de problemas (granulomas, dermatite, estágios em 2 horários do dia, dores, etc) ainda tinha que tentar entender o lado dele. Realmente começava a me questionar se cuidar apenas de mim mesma naquele momento já não o suficiente. O desgaste com o namoro à distância estava sendo a gota d´água...

E eu, boba, pensando em fazer concurso público no final do ano em São Paulo para talvez ir morar lá...

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

64- Agosto/2007


Os estágios começaram em agosto/07 e eu estava com muita expectativa e ansiosa. Queria muito que desse certo e que a colostomia não impedisse isso. Na verdade, precisava provar a mim mesma que dava para levar uma vida normal, apesar de ser ostomizada.

Pela manhã, ia aos estágios do 7º período, que começaram pelos Centros de Saúde. Como as professoras já me conheciam e sabiam que parei o estágio em função de uma obstrução, que fui operada às pressas e fiquei ostomizada, elas pegaram super leve comigo. Achei isso muito bacana. Em contra-partida dediquei-me ao máximo em tudo que fazia, seja na prática ou na teoria.

No estágio da tarde, referente ao 9º e último período do curso, peguei uma orientadora já conhecida (o que facilitou bastante minha vida) e o estágio era na Sala de Curativos do IPSEMG. O grupo ficou dividido por minha causa, pois as outras meninas faziam o estágio pela manhã e eu fazia à tarde. Com isso, consegui convencer a professora a me deixar fazer o Trabalho de Conclusão do curso sozinha e isso me aliviou bastante.

O estágio era empolgante. A Enfermeira que coordenava os curativos sabia muito sobre feridas e suas coberturas e tentei “sugá-la” ao máximo. Fazia perguntas e pedia esclarecimentos sobre os tratamentos o tempo todo, e ela sempre me respondia com presteza. Aprendi muito com ela. E foi aí que realmente tive a certeza de que queria me especializar em tratamento de feridas. Tentaria uma Pós-graduação em Estomaterapia.

Enquanto isso, os pequenos granulomas que se formavam ao redor do estoma começaram a aumentar de tamanho. A ferida que havia começado, consegui controlá-la, mas os granulomas começaram a me incomodar.

14/08/07

E Enfermeira da empresa das bolsas que estava usando e me causando alergia esteve aqui em casa, tirou fotos do meu estoma, levou as fotos da ferida anterior, fez um relatório em que assinei e ficou de me mandar uma resposta. Queria ter um parecer técnico da própria empresa antes de “partir para a briga”. No fim de agosto/07 recebo um e-mail dela com os seguintes dizeres:

“Oi Alessandra, Tudo bem? A Enfermeira C. me repassou os seus e-mails relatando os problemas ocorridos. Estou muito ocupada, portanto, está difícil ter um outro contato com você pessoalmente. Sei que não é o ideal lhe passar por e-mail as ponderações que vou fazer, mas foi o meio que encontrei por agora para não deixar o tempo passar e sua pele piorar. Bem, em conversa com a YYYYY e ZZZZZZZZ, estomaterapêuta e assessora da nossa empresa com grande experiência em SP por vários anos, chegamos a algumas conclusões do seu caso:

1) Na Doença de Crohn é contra indicada a irrigação, pois o efluente tende a aumentar.

2) Com certeza, ocorreu a saturação do filtro e o mesmo não dá conta devido ao liquido do efluente mais água da irrigação.

3) A Bolsa RRRRRR estava dando certo, sugerimos o uso da TTTTTTT para proteção da pele, mas se analisarmos que o efluente é corrosivo somado a irrigação e a "adaptação" da manga sobre a base adesiva, o risco de ter uma durabilidade muito baixa é grande, conforme aconteceu.

4) Nenhuma pele consegue suportar este tira e põe de resina a cada 12 hs. Portanto, a irrigação neste caso, não traz nenhum benefício real se comparado a um colostomizado e sem doença inflamatória.

Alessandra, estamos aqui prontas para te ajudar, mas na sua condição atual, não é bom você continuar lesando a sua pele com trocas constantes de bolsa, seja ela de uma marca ou outra. O importante é você deixá-la descansar um pouco. Se você quiser eu consigo para você algumas TTTTTTTT, mas sem ficar insistindo na irrigação. Desculpa, mas eu tive que expor o que nós especialistas discutimos sobre o seu caso. Sabe o R. de Campinas? Pois então, ele tem ileostomia (sei que você tem Colo, mas o volume de efluente é maior em decorrência da DC), ele vive ativamente, faz de tudo. Você também consegue e faz. Tenta conviver sem a irrigação, talvez o fato de não ter mais a ferida já vai te dar um grande alívio. Desculpa Alessandra, em te falar tudo isso por e-mail. Amanhã se eu conseguir um tempinho, eu te ligo. Conte comigo. Gostei muito de você e acho que você tem força o suficiente.”

Fiquei indignada por ela usar a irrigação como desculpa para a irritação na minha pele, pois já estava sem fazer a mesma por um bom tempo. Resolvi então desistir da empresa e fazer os testes por conta própria.

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