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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Novidades em Medicamentos




Olá a todos!

Sei que andei sumida, mas é por uma boa causa que vocês logo saberão...

Nesse post venho mostrar um lançamento interessante. Relembrando que não faço propaganda para laboratório X ou Y. Apenas posto o que acho interessante para melhorar o tratamento da Doença de Crohn, como paciente.

Acaba de chegar no mercado a mesalazina em sachê de 1g e 2g. Qual a vantagem? Bom, primeiramente, se você faz uso de 4 comprimidos de mesalazina de 500mg, você pode tomar 1 sachê de 2g apenas uma vez ao dia. Outra vantagem é que você esvazia o conteúdo do sachê diretamente na boca e bebe um gole de água/suco, assim não perde nada. Mas não pode mastigar. Os microgrânulos do sachê são os mesmos dos comprimidos de 500mg.




Resolvi investigar os preços, já que é uma mesalazina nova que ainda não faz parte do protocolo do Ministério da Saúde. Ao comparar a compra da mesalazina de 500mg da mesma marca e a compra do sachê, vi que é econômico. Pelo menos, nessa data. E descobri mais ainda: que se eu ligasse diretamente para o laboratório conseguia um desconto de 32%.

Achei vantajoso e por isso resolvi postar. Para quem não sabe, só existem 2 laboratórios que produzem a mesalazina de 500mg. Um desses laboratórios foi impedido pela ANVISA de participar da dispensação de medicamentos excepcionais do Ministério da Saúde por não estar em conformidade com a mesalazina de referência, que contém microgrânulos. E é esse laboratório da mesalazina de referência que acaba de lançar o sachê.

Para quem tiver interesse e quiser comprar com desconto: 0800-770-2255

Logo estarei de volta com novidades!!!
.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

31- Analisando outra Enquete...

Oi, pessoal!

Dando uma pausa no relato, vamos analisar o resultado da última enquete:

"A quais exames você já se submeteu durante o tratamento da Doença de Crohn?"

Resultado:
  • Colonoscopia - 86%
  • Trânsito Intestinal - 72%
  • Ultra-sonografia - 8%
  • Tomografia Computadorizada - 7%
  • Enema Opaco - 6%
  • Ressonância Magnética - 5%
  • Outros - 4%
  • Cápsula Endoscópica - 1%
Apenas lembrando que as pessoas puderam votar em mais de uma alternativa, por isso a soma deu mais de 100%.

E os dois exames que imperam mesmo são a colonoscopia e o trânsito. Eu faço o trânsito anualmente e a colono de dois em dois anos. Os outros exames, com exceção da cápsula, só fiz para pesquisar problemas durante crises do crohn.

Mas como várias pessoas ainda perguntam sobre detalhes dos exames, vamos aproveitar a enquete e esclarecer sobre eles, ok?

COLONOSCOPIA

Esse exame já foi bastante comentado aqui no blog, vocês podem acessar o marcador "colonoscopia" para verem todos os posts que falam a respeito. Mas basicamente consiste no seguinte:

É um exame endoscópico que percorre todo o intestino grosso e a porção final do intestino delgado (íleo), como mostra a figura abaixo:

Serve para avaliar a mucosa do intestino, seu calibre, realiza a coleta de material para biópsia (exame histopatológico) e faz também alguns outros procedimentos, como a retirada de pólipos. É realizado sob sedação (não é anestesia) e na presença de anestesista.

É necessário um preparo no dia anterior ao exame, com o objetivo de limpar todo o intestino, para que a passagem do colonoscópio seja tranquila. O procedimento dura em torno de 20 minutos, tempo esse suficiente para a passagem do tubo por todo o intestino.

Na extremidade do tubo do colonoscópio ficam a câmera, a lâmpada, o orifício para injeção de ar/água que vai "abrindo" o intestino para a passagem do tubo e a pinça que permite a retirada de pólipos e amostras para a biópsia. As imagens da câmera são passadas em um monitor colorido e podem ser gravadas também.

TRÂNSITO INTESTINAL

É um exame radiológico do intestino delgado realizado após a ingesta de contraste de bário, obtendo-se filmes radiográficos de tempos em tempos para acompanhar a progressão do meio de contraste pelo delgado até atingir o intestino grosso e realizando-se compressões abdominais quando necessário. Esse exame possibilita a análise morfológica do delgado para o diagnóstico de várias patologias, como diarréias crônicas, doenças inflamatórias, neoplásicas e obstrução intestinal entre outras. A duração do exame depende do seu ritmo intestinal, em média de 2 a 4 horas.

É comum que as chapas sejam tiradas também com a passagem do bário pelo intestino grosso, para que a análise seja completa. É importante para analisar a motilidade das alças do delgado e se detecta qualquer processo focal anormal, tal como aderência, tumor ou hérnia.

O preparo é simples, apenas jejum antes do exame. Como geralmente é feito pela manhã (pois é demorado), basta apenas não comer nada antes. O bário é ingerido na hora do exame.

Quando termina, você vai evacuar a solução de bário por várias vezes durante o dia e normalmente, pode alimentar-se sem restrições.

O maior incômodo desse exame é a demora: a cada 20/30 minutos, deita-se na mesa e tira-se uma chapa radiográgica.




ULTRA-SONOGRAFIA

É um método diagnóstico que aproveita o eco produzido pelo som para ver em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas e órgãos do organismo.

Apresenta a anatomia do órgão em imagens seccionais ou tridimensionais, que podem ser adquiridas em qualquer orientação espacial. Também permite a aquisição de imagens dinâmicas, em tempo real, possibilitando estudos do movimento das estruturas corporais.


TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

É um exame de diagnóstico por imagem, que consiste numa imagem que representa uma secção ou "fatia" do corpo. É obtida através do processamento por computador de informação recolhida após expor o corpo a uma sucessão de radiografias.

Para obter uma TC, o paciente é colocado numa mesa que se desloca para o interior de um anel de cerca de 70cm de diâmetro. À volta deste encontra-se um suporte circular designado gantry. Do lado oposto à ampola encontra-se o detector responsável por captar a radiação e transmitir essa informação ao computador ao qual está conectado.

Durante a tomografia acontecerá a administração intravenosa de contraste, para que haja uma qualidade de imagem superior. O risco é pequeno em relação ao contraste, mas existe.

Durante o exame, você é atendido por uma equipe especializada em TC, com a qual permanecerá em contato visual e vocal constante. Apenas relaxe, ficando imóvel na mesa de exame, e siga as instruções da equipe de TC. Os exames duram de 5 a 30 minutos, dependendo da área do corpo que estiver sendo examinada.


ENEMA OPACO

O objetivo do enema opaco é estudar radiologicamente a forma e a função do intestino grosso, bem como detectar quaisquer condições anormais. Tanto o enema baritado com contraste simples, quanto com duplo contraste incluem um estudo de todo o intestino grosso.

O intestino deve estar vazio, completamente limpo.

Primeiramente tira-se uma radiografia piloto de todo o trato gastrointestinal. Em seguida, uma sonda é inserida pelo ânus do paciente para a introdução do contraste de bário. Logo depois, o paciente é submetido a algumas manobras abdominais para que o contraste chegue até o final do intestino grosso (ceco).

É um exame constrangedor para a maioria das pessoas, mas necessário para melhor visualização do intestino.

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

É um método de diagnóstico por imagem que não utiliza radiação e permite retratar imagens de alta definição dos órgãos. O equipamento que realiza o exame trabalha com campo magnético, e, por isso, algumas precauções devem ser tomadas para realização do exame, como não utilizar jóias e maquilagem, entre outros.

Durante o exame você ouvirá um barulho parecido com batidas em intervalos regulares. Isto significa que as imagens estão sendo tomadas e principalmente durante o barulho você deverá permanecer bem imóvel. Geralmente, antes do início do exame, o técnico lhe dará protetores para o ouvido ou um fone especial para reduzir o barulho. Em alguns equipamentos é possível até mesmo tocar sua musica predileta para ouvir durante o exame.


CÁPSULA ENDOSCÓPICA


Uma pequena cápsula é ingerida com água e, enquanto faz o percurso pelo aparelho digestivo, envia para um gravador conectado à cintura do paciente as fotos captadas por microcâmeras de vídeo. São duas fotos por segundo. Um computador processa as imagens capturadas, o que permite que o médico as analise como se fosse um filme de aproximadamente uma hora.

O indivíduo não sente dor e pode realizar suas atividades cotidianas, sem necessidade de ficar em ambiente hospitalar. Ao final do procedimento, a cápsula, que é descartável, é eliminada naturalmente.

O exame por cápsula proporciona conforto e, fundamentalmente, a obtenção de um diagnóstico seguro ao percorrer áreas do aparelho digestivo de difícil acesso.



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Espero que tenha sido uma postagem útil... sugestões também serão bem-vindas.

No próximo post, começo o ano de 2006!

Até lá!!!

terça-feira, 20 de maio de 2008

24- Olha o Emocional novamente...

Oi, pessoal!

É incrível como o fator emocional é um tema de interesse geral quando falamos de Crohn. E tem gente que acha que não existe a relação... se não existisse, os pacientes não sentiriam essa necessidade absurda de aprofundar no tema. Recebi algumas perguntas, principalmente sobre o fator emocional ser a causa da Doença de Crohn. Não me sinto apta para dar essa resposta, portanto resolvi fazer uma pesquisa na internet para que cada um possa tirar suas conclusões.

Cada afirmativa virá entre aspas com a referência logo após, entre parênteses, ok? Isso é importante para que os devidos créditos sejam dados, mesmo (e principalmente) os que estiverem em desacordo.


Durante a pesquisa descobri algumas coisas interessantes, como o ponto de vista de um site de um laboratório, afirmando que o estresse físico ou emocional reduz a resistência do corpo à inflamação, sendo que na verdade a gente acha que faz aumentar a reação inflamatória. São sutilezas que passam desapercebidas e que somente estudando a fundo o assunto podemos entender melhor.

Esse mesmo site alerta para que o paciente não confunda esses quadros de recaída em função do estresse com a causa primária da doença. Essa sim é a grande dúvida dos especialistas em DII. A causa... Mas esse laboratório afirma: "A doença inflamatória intestinal não é causada por questões emocionais, nem por nada que o paciente possa ter feito ou deixado de fazer." (http://www.mantecorp.com.br)

Quando li essa afirmação, achei estranho. Se ainda não se sabe a causa da doença, como pode-se afirmar o que NÃO é a causa? Aí achei outro site de um médico onde ele diz da mesma forma: "Embora estresse não possa causar DII, ele pode fazer com que seus sintomas fiquem muito piores e pode desencadear uma recaída. Eventos estressantes podem ser desde uma pequena encomodação até algo pior, perda de emprego ou morte de uma pessoa querida." (http://www.angelfire.com/al/jbueno/index.html#visao) Vejam que ele diz que estresse NÃO pode causar DII.

O que temos comprovado pela ciência até agora? Já sabemos que quando estamos tensos nossa digestão muda porque o estômago esvazia de forma mais lenta e secreta mais ácido. E esse médico também diz que "estresse pode também acelerar ou diminuir a passagem de fezes através de seu intestino. Isso pode, também, por si só, causar mudanças no tecido intestinal." E logo em seguinda ele cita algumas técnicas para manejar o estresse (Exercício, Ioga, massagem, meditação, entre outras).

Agora, uma coisa é certa... não sabemos ainda se é a causa, mas o emocional fica abalado quando se tem a doença ativa. Imaginem a vida com idas constantes ao banheiro diariamente... eu, quando em crise, vou de 10 a 15 vezes! Fica complicado até para sair de casa. E aí ficamos mais estressados ainda. Resumindo... uma verdadeira bola de neve: estresse, crise, mais estresse, piora da crise, etc. E os gases??? Isso sem citar as dores abdominais (cólicas). Juntando o constrangimento que sentimos em público, o isolamento por ficarmos em casa e a ansiedade por termos todas essas limitações, como ficar emocionalmente equilibrado? E aí, se bobearmos, lá vem a tal da depressão...


Mas uma coisa que esse mesmo médico disse me agradou profundamente. Sempre digo isso ao pessoal do GADII: "Uma das melhores maneiras de ter controle sobre essa situação é conseguir o máximo possível de informação sobre a Doença Inflamatória Intestinal (DII). Além do que você conversa com o seu médico, procure por informações em livros e na internet. Será especialmente importante conversar com pessoas que estejam na mesma situação que você." (http://www.angelfire.com/al/jbueno/index.html#visao)

Saber o máximo sobre a doença é a melhor arma para conviver bem com ela.

Como durante a pesquisa encontrei a maioria dos sites afirmando não existir relação do início da doença com o fator emocional, mas sim com o desencadeamento das crises, achei melhor procurar mais... vejam esse parágrafo do site de outro laboratório:

"Como o corpo e a mente estão estreitamente inter-relacionados, o estresse emocional pode influenciar a evolução da doença de Crohn ou de qualquer outra doença. Embora problemas emocionais agudos algumas vezes precedam o início ou a recorrência da doença de Crohn, essa seqüência não implica uma relação de causa e efeito." (http://www.astrazeneca.com.br)

E seguindo a mesma linha de raciocínio, achei um artigo da Bibliomed que diz assim:

"A DC não é causada pelo estresse emocional, mas alguns pesquisadores afirmam que situações de grande ansiedade são responsáveis por boa parte das crises. Outros especialistas afirmam que os sintomas emocionais provavelmente são manifestações associadas à própria doença em si. (...) (...)A aceitação do diagnóstico de DC pode acarretar uma série de emoções, desde raiva até uma falsa sensação de alívio por finalmente saber o que está acontecendo. O mais importante é não se perder em sentimentos negativos, de autopiedade, culpa ou solidão." (http://boasaude.uol.com.br)

Enfim... na minha (humilde?) opinião, faltam aos profissionais da saúde ouvirem um pouco mais os pacientes de DII. Tenho CERTEZA que todos tem algo a contar sobre seu emocional. Não precisa ter acontecido algo grave para ter sido dado o "start". No meu caso, por exemplo, foi o acúmulo de coisas ao longo dos anos. Sabe quando a gente vai engolindo aquele tanto de sapos e não vomita depois? Pois é... não saiu por cima, resolveu sair por baixo...

O que vocês pensam a respeito? Acho que seria interessante fazer uma enquete prá ouvir a opinião de todos, o que vocês acham?

Opinem para que eu possa dar um rumo ao assunto, ok? Quem conseguir algum material idôneo a respeito, pode me passar pra que seja divulgado aqui também.

No mais, até o próximo post!


Bjim...

quarta-feira, 12 de março de 2008

12- O Primeiro Ano

Olá, queridos!

Relatei a vocês que descobri a Doença de Crohn (com diagnóstico confirmado) em abril de 2000.

Pois, bem... a diarréia continuava, mas agora eram somente (?) umas 5 vezes por dia... Repasso aqui como foi o ano de 2000 em minha vida. Nesse período, fui fazendo adaptações à nova realidade. Ainda não sabia se algumas reações eram normais ou não, se a quantidade de idas ao banheiro era preocupante ou não, coisas do tipo. Mas foi um ano que não quis preocupar nem aprofundar demais no assunto, falando de forma consciente agora. Na época, fiz somente as perguntas necessárias à minha médica e, analisando friamente hoje, creio que se deve ao fato de ter passado momentos tão angustiantes até chegar ao diagnóstico.

Por isso, o que tenho a relatar desse primeiro ano é muito pouco. Sinto como se tivesse tirado para descansar. Isso... estava cansada... fazendo uma retrospectiva agora, lembro perfeitamente do tanto que estava cansada...


Tive um casamento desfeito em 1991 (2 anos de casada apenas), fiquei sem economias, faculdade foi para vigésimo plano, os problemas do divórcio, a saúde de minha filha quando nasceu (teve refluxo gástrico severo, com bloqueio das vias aéreas respiratórias por duas vezes... ficou até roxa... tinha que vigiá-la 24 horas por dia. Essa vigília foi até seu 8º mês de vida), as tentativas profissionais frustradas (saí de um emprego para tentar negócio próprio com minha família, por 2 vezes), alguns traumas físicos e emocionais na minha vida pessoal, uma dermatite atópica que durou quase um ano (1999), a doença recente... é... deu prá cansar sim...

Tá na cara que problemas emocionais não faltavam, né???

Durante esse ano fiz consultas periódicas e o tratamento estava indo bem. Minhas evacuações fixaram-se na média de até 5 vezes ao dia e, aos poucos, fui me adaptando e acostumando com essa situação. Dizem que na vida a gente se acostuma com tudo, não é mesmo?

Bom... olhando hoje pelo meu prontuário, consta que fomos diminuindo a Sulfassalazina até chegar em 1,0 g/dia e o restante retiramos. Ela anotou também que observou que eu possuía um plicoma anal. Plicoma é um espessamento de uma parte da pele perianal (em volta do ânus), ou seja, um “pedaço de pele” a mais nessa região. Eu sabia que tinha isso porque ao lavar no banho eu sentia, e meu ginecologista também já tinha me explicado o que era. O plicoma surge, na maioria das vezes, resultante de uma inflamação nessa região.

Exatamente um ano após o diagnóstico, fiz revisão de exames para ver se tudo corria bem. Daqui prá frente vou citar os exames que fiz, mas os resultados só se houver alguma alteração.

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Oi, gente! A Dra. Vanessa, do post sobre pesquisa genética, entrou e contato e disse que algumas pessoas agendaram para fazer a coleta e não retornaram. Inclusive me passou os nomes, mas não conheço algumas. Solicito, encarecidamente, que procurem por ela novamente para agendar nova coleta, pois é um trabalho muito importante e significativo para nós, portadores de DII.

Quem ainda não sabe do que se trata, sugiro que leiam a postagem a respeito (9- Pesquisa Genética)

Encerro agradecendo ao amigo Mark, que a partir de agora me ajudará com as postagens, nas pesquisas necessários para esclarecimento às dúvidas de vocês... Obrigada, amigo!

Bjim!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

9- Pesquisa Genética


Oi, gente!

Venho mais uma vez contar com o apoio de vocês para uma questão muito séria. Na última reunião do GADII (em BH/MG), contamos com a presença de 2 Biólogos, doutorandos em Genética, que estão desenvolvendo um projeto na UFMG, contando com o apoio do Instituto Hermes Pardini. Irei transcrever, na íntegra, a explicação dada por eles durante a reunião.

É um assunto de grande relevância, que com certeza ajudará nos diagnósticos (tão difíceis das DII). Gostaria muito da colaboração de todos!


"Projeto de pesquisa

Determinação e identificação de predisposição genética a doença celíaca, doença de Crohn e colite ulcerativa em indivíduos com quadro de desnutrição crônica.

A doença de Crohn e colite ulcerativa são doenças que afetam o trato gastrointestinal e que causam um quadro de diarréia com conseqüente desnutrição crônica. Em algumas situações, o diagnóstico diferencial entre estas doenças torna-se difícil pois elas possuem vários sintomas em comum. Por possuírem um caráter genético, este trabalho tem como objetivos:
  • identificar genes que possam influenciar no desenvolvimento da doença
  • auxiliar no diagnóstico diferencial destas.
A pesquisa trata-se de um projeto de doutorado desenvolvido no Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais, contando com o apoio do Instituto Hermes Pardini. Todo o material biológico, após a extração de DNA, será descartado segundo normas da Vigilância Sanitária.

Por se tratar de um projeto de pesquisa, não se pode afirmar que haja vantagem direta para cada participante, uma vez que já estão diagnosticados. No entanto, a pesquisa da predisposição genética a estas doenças pode ser de grande valor para os familiares em 1° grau dos pacientes, permitindo a possibilidade de tomar medidas preventivas mais direcionadas.

Fica garantido a todos o sigilo sobre os dados clínicos e laboratoriais, e a proteção de sua identidade em caso de publicação na imprensa científica. Não recairá sobre os participantes da pesquisa nenhum ônus ou despesa financeira. O resultado dos testes será encaminhado a cada participante, mantendo o sigilo deste.

Para participarem do projeto, é necessário coletar uma amostra de sangue total em EDTA ou 2 swabs bucais (procedimento indolor), após assinar o termo de consentimento. A coleta poderá ser feita em unidades do Instituto Hermes Pardini. A participação também está aberta aos parentes de 1° grau (pais, filhos e irmãos) dos pacientes.

Quem tiver interesse ou quiser esclarecer dúvidas, favor, entrar em contato, antecipadamente à coleta, com Vanessa Oliveira pelo email: dna9@labhpardini.com.br ou telefones (31) 3228-6517 ou 3228-6524."



É isso, gente...

A Dra. Vanessa também me disse que para pessoas que moram fora de BH, quando elas entrarem em contato, verão onde pode ser feita a coleta. Inclusive já temos pessoas do RJ e de Salvador que mandaram um e-mail para ela e conseguiram uma filial do Instituto por lá também. (isso graças à propaganda que também colocamos em comunidades sobre DII no orkut)

O termo de consentimento e a ficha de indentificação estão nas unidades para preenchimento em Belo Horizonte. Para pacientes fora de BH, é preciso imprimir, preencher e levar no momento da coleta.

Quem quiser os dois documentos pode me pedir por comentário aqui do blog ou por e-mail, ok? (lecavc@gmail.com).

É um trabalho importante, que visa tratamentos melhores futuramente. Acho que é nosso dever colaborar.

O Swab é uma escovinha que o pessoal do laboratório vai passar internamente na sua bochecha, ou seja, é completamente indolor. Não custa!

Vamos fazer nossa parte!

Conto com vocês!!!

Bjim