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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

59- Final de Junho/07

Enfim... continuando em junho/07, como minha vida continuou a andar, tive que cuidar dos meus outros problemas também, inclusive uma dor de dente que estava me matando. Para acrescentar problemas na minha “listinha”, meu Bebê estava com dores fortes de ouvido, coisa que ela não sentia há muito tempo (fez cirurgia em ambos aos 5 anos de idade). E houve 2 episódios de baixa de pressão e sensação de desmaio. Marquei os médicos mas tive que levá-la na urgência em 3 hospitais. Somente no terceiro é que receitaram corticóide e conseguiram ver a inflamação interna no ouvido. Enquanto isso, marquei na clínica que ela fez a cirurgia quando era pequena. Queria saber se estava tudo bem em relação ao ouvido, refazer os testes. Levei-a também na clínica geral e refizemos exames de sangue e o ultrasom da tireóide. Graças a Deus estava tudo normal.

Enquanto isso... várias outras coisas aconteciam.

No dia seguinte ao dia dos namorados, a prima do do meu namorado, que reside aqui em BH, me ligou dizendo que seu pai (tio dele) fizera uma cirurgia de emergência aqui (no mesmo hospital em que me interno) para desentupir a carótida, uma artéria importante que passa pelo pescoço. Ele estava bem e se recuperando no CTI. Combinei com ela que iria no hospital no dia seguinte e avisei ao meu namorado. Ele não gostou da prima ter mandado recado, ele achava que deveriam ter ligado direto para a mãe dele. No dia seguinte fui até a PUC renovar meu atestado e de lá fui até o hospital. Ficamos lá até o tio chegar na enfermaria e fomos todos almoçar. Após esse almoço fui prá casa. À noite dei as notícias ao meu namorado e ele me disse que os sobrinhos também não estavam bem e que a sobrinha estava internada sem diagnóstico fechado, com oxigênio e no soro. Mas agradeceu por eu ter me envolvido com a prima e os tios. E aqui tive mais um desgaste (emocional). Fiquei preocupada com a sobrinha (digo isso com sinceridade) mas ele pouco me dizia. Não queria conversar a respeito, aliás, sobre nada. Fiquei completamente excluída de tudo. Respondia a tudo que eu perguntava com monossílabos até que apelou comigo. Disse que não queria conversar e me deixou só. Nem preciso descrever (novamente) o que senti...


O restante do mês foi uma luta, uma verdadeira batalha emocional. Eu estava tão desgastada com tudo que chorava à toa, com qualquer coisa que me acontecesse. Estava com o emocional à flor da pele. Levei meu Bebê até a clínica geral, que pediu os exames e o ultrasom. Fizemos os exames e eles estavam bons. Fizemos o ultrasom e os nódulos na nuca continuavam lá. Fomos até a clínica onde ela havia operado e refizemos exames no ouvido. Estava tudo bem. Eu continuei nas idas e vindas ao dentista. E fechei o mês buscando remédio na secretaria e bolsas, que estavam em falta...

Mas antes de finalizar esse post, queria contar sobre uma decisão que tomei. Vocês se lembram do Panda? Aquele meu amigo lindo que ficou comigo uma noite no hospital quando operei da fístula? Pois é... liguei para ele. Queria muito conversar, desabafar, por prá fora. Como disse antes, não me sentia assim há anos! Precisava, urgentemente, achar uma solução pois me sentia entrando em depressão. Não enxergava saída e também não tinha vontade de sair do buraco em que afundava. Estava muito abalada. Chamei ele para sair e depois irmos tomar um passe em um centro espírita que freqüentamos no ano passado. Mas quando encontrei com ele, mal falei de mim. Perdi completamente a vontade de falar das coisas que me aconteciam. Fiquei mais ouvindo que falando. Tinha feito a irrigação antes de sair de casa (11h), fui buscar os remédios e encontrei-me com ele. Por volta das 17h comecei a sentir uma cólica violenta. Isso foi no dia 29 de junho/07. Mas a cólica era muito forte mesmo, a ponto de me envergar de tanta dor. Mas já estávamos a caminho do centro e tomei a decisão de continuar o trajeto. Também estava cansada de correr pra hospital sempre e a fase pela qual eu estava passando me tirava completamente o ânimo e a vontade de procurar ajuda. Se minha hora de partir chegasse, não seria tão ruim assim. Vejam, não desejava morrer, suicidar, nada disso. Abomino isso. Mas uma vida menos complicada e conturbada deveria me aguardar após meu desencarne (eu acho). E continuamos...


Contei ao panda que estava com as dores para que ele se prevenisse. Se a dor ficasse insuportável pelo menos ele não seria pego de surpresa. Chegamos ao centro e fomos atendidos. Meus pais foram nos buscar de carro, e até aquela hora (22h) eu ainda sentia a dor de cólica. Nos dois dias seguintes a dor ainda continuava mas com intensidade menor. Como minha consulta na médica seria somente em 10 dias, resolvi ligar e ver com ela se iria até lá, ou para o hospital, caso a dor permanecesse ou voltasse. E assim terminou o mês...

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2 comentários:

Pedro disse...

Nossa que barra! Espero que esteja tudo bem agora.
Mandei um e-mail para seu gmail, não sei se viu!

beijo

Pedro disse...

Não faz mal... Só tinha dito q achei seu blog muito interessante e de grande utilidade! E que você pode se sentir a vontade para linkar para meu blog, assim também me sentirei útil! rs

Beijo